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Gestão de Processos Indústrias

Os 5 imperativos do CPO em 2026, segundo o Hackett Group 

Executivo de procurement em escritório moderno, com terno azul-marinho, representando os cinco imperativos do CPO em 2026.
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As prioridades de procurement 2026 não foram definidas em reuniões de planejamento. Foram definidas por tarifas, tensões geopolíticas, IA avançando mais rápido do que os times conseguem acompanhar e um gap crescente entre o que os times de compras precisam entregar e os recursos que têm para isso. 

O Hackett Group ouviu líderes de procurement de médias e grandes empresas ao longo do ano e publicou o 2026 Procurement Agenda and Key Issues Study, uma das pesquisas mais respeitadas do setor. O resultado revelou 5 imperativos que todo CPO deveria ter no radar agora. 

Neste artigo, resumimos o que está na agenda do procurement neste ano e o que fazer com cada um desses dados na prática. 

1. Continuidade de fornecimento virou a missão principal 

Pela primeira vez em anos, garantir a continuidade de fornecimento ultrapassou a redução de custos como principal objetivo de procurement em 2026. Isso não é uma coincidência. Afinal, 42% dos respondentes da pesquisa do Hackett Group apontam guerras tarifárias como uma grande preocupação corporativa, e outros 36% as consideram uma ameaça moderada. 

O raciocínio é simples: se o fornecedor falha, nenhuma negociação de preço resolve o problema. As equipes que sofreram mais com interrupções de supply chain nos últimos anos aprenderam isso do jeito difícil. 

Na prática, isso significa revisar concentração geográfica de fornecedores, mapear fornecedores alternativos por categoria crítica e entender exatamente quais cláusulas de SLA e saída estão nos contratos vigentes, antes que a próxima crise chegue. 

2. Redução de custos segue no topo, mas as expectativas caíram 

Redução de custos ainda é o segundo imperativo do CPO em 2026, mas o Hackett Group identificou algo importante: apenas 45% dos times de procurement esperam aumentar as economias este ano, contra 55% em 2025. Além disso, 35% estão projetando resultados flat, um aumento expressivo em relação ao ano anterior. 

O problema não é falta de esforço. É que as alavancas tradicionais (negociação com fornecedor, sourcing estratégico e gestão de categorias) já foram muito usadas. Por isso, o próximo nível de saving está em lugares menos explorados. 

Um deles é o vazamento pós-assinatura de contratos. Segundo o relatório, organizações perdem em média 11% do valor total dos contratos depois que eles são assinados, em rebates não coletados, descontos por volume nunca acionados e renovações automáticas em condições desfavoráveis.

3. IA estreia no top 5 pela primeira vez e já ocupa o terceiro lugar 

Nenhum outro dado do estudo do Hackett Group causou tanto impacto. Isso porque, implementar tecnologia com IA entrou pela primeira vez na lista das 5 maiores prioridades de procurement, estreando diretamente na terceira posição. Na agenda de transformação, subiu do oitavo para o segundo lugar em um único ano. 

71% das organizações de procurement já adotaram IA generativa em piloto ou implementação em larga escala. 56% já implementaram IA agêntica, quase o dobro do registrado no mesmo estudo no ano anterior. 

Os resultados dos times mais avançados também estão chegando: aumento de produtividade de 9,7% e redução de ciclo de 9,3% entre as organizações que avançaram além do piloto. 

Dito isso, o Hackett Group deixa um alerta importante: apenas 12% das organizações chegaram à implementação em larga escala. Ou seja, a maioria ainda está em fase de experimento.

A diferença entre os times que estão colhendo resultados e os que ainda testam não é acesso à tecnologia. É ter os fundamentos certos antes de colocar a IA para rodar. 

4. Transformar o modelo operacional: o trabalho que ninguém quer fazer, mas todo mundo precisa 

O quarto imperativo é o mais estrutural e, segundo a pesquisa, também o de menor maturidade entre os cinco. Transformar o modelo operacional está entre as prioridades de mais alta importância e mais baixa execução no setor. 

O motivo é previsível: é o trabalho difícil. Na prática, estamos falando de:

  • Redefinir quem é responsável por quê quando a IA cuida de boa parte do trabalho transacional;
  • Repensar como o procurement demonstra valor quando as métricas tradicionais de saving não contam toda a história.
  • Mudar fluxos, papéis e cultura. 

O Hackett Group projeta que a lacuna de produtividade vai crescer: workloads aumentando 8% em 2026, enquanto headcount cai 0,9% e orçamentos operacionais encolhem 0,4%.

A aposta é que um aumento previsto de 6,1% no investimento em tecnologia feche essa diferença, mas apenas se o modelo operacional estiver preparado para absorver a mudança. 

5. Procurement como conselheiro estratégico do negócio 

O quinto imperativo é o mais simbólico e talvez o mais importante para o futuro da função. Atuar como conselheiro estratégico do negócio estreou entre as cinco principais prioridades de 2026, sinalizando uma mudança de expectativa: o procurement não é mais só o departamento que compra mais barato. 

Os stakeholders internos estão buscando suporte em gestão de risco de fornecedores, transformação digital e objetivos de ESG corporativo.

72% das empresas pesquisadas colocaram a melhoria da satisfação do cliente como alta prioridade para 2026 e esperam que procurement contribua para isso, não apenas para a linha de custo. 

Na prática, isso significa que o CPO precisa estar na conversa antes que os problemas apareçam, trazendo visibilidade sobre riscos de fornecedor, oportunidades de renegociação e impactos potenciais de mudanças de mercado.

Como a UpFlux está transformando o P2P na prática?

Os cinco imperativos do Hackett Group convergem para um mesmo ponto. Afinal, o procurement precisa operar com mais velocidade, mais visibilidade e mais inteligência com os mesmos times ou menores. 

É exatamente essa a premissa do Nous, a IA operacional da UpFlux.

Em vez de depender de relatórios periódicos ou auditorias retroativas, a inteligência artificial monitora continuamente o ciclo de P2P, respondendo perguntas como “quais pedidos críticos estão em risco de atraso?” ou “onde há concentração de fornecedor que pode virar risco de continuidade?” em segundos. 

Quando o relatório aponta que apenas 12% das organizações chegaram à implementação de IA em larga escala, o diferencial está nos fundamentos. Isto é, ter visibilidade real do processo antes de colocar a tecnologia para trabalhar.

Empresas como Lindt, Romagnoli e Electrolux usam a UpFlux exatamente assim. Não como mais um sistema, mas como inteligência operacional que entra na rotina do time de compras e produz ganho real de produtividade. 

Quer ver como funciona na prática? Então, agende uma demonstração e descubra quanto a sua operação de compras pode ganhar em eficiência. 

Conclusão

O estudo do Hackett Group de 2026 não traz surpresas para quem está dentro do setor, mas coloca em números algo que muitos times já sentem: a pressão aumentou, o volume de trabalho cresceu e os recursos não acompanharam. 

A boa notícia é que os times que avançaram em tecnologia e clareza de processo estão saindo na frente, com quase 10% de ganho de produtividade e ciclos mais rápidos.

A pergunta que fica para cada CPO é: em qual desses imperativos a sua operação está mais atrasada? 

Se a resposta envolve visibilidade do P2P em tempo real, fale com a UpFlux. O Nous pode ser o ponto de partida para transformar os seus fundamentos de processo e, a partir daí, escalar a IA com resultado real. 

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